Maiores Jogadores da História das Copas: o Top 20 de Sempre

Por Jefferson Fonseca · Melhor Homem · Atualizado em agosto de 2026

Resposta rápida: os maiores jogadores da história das Copas formam um panteão com donos: Pelé (único tricampeão), Maradona (a Copa de um homem só, em 1986), Zidane, Ronaldo Fenômeno e Romário (donos de finais) e Klose, o maior artilheiro (16 gols). Abaixo, os 20 eternos em ordem cronológica — números, frases e o momento que definiu cada um.

Enquanto a Copa de 2026 escreve seus capítulos, vale olhar pra estante: os maiores jogadores da história das Copas não são só estatística — são momentos que viraram memória coletiva. O giro de Cruyff, a mão e o gol de Maradona no mesmo jogo, o pênalti de Baggio, o cascão do Fenômeno. Neste guia, 20 lendas em ordem cronológica, cada uma com números, a frase que a define e o instante que a eternizou. Spoiler: Messi e Cristiano Ronaldo não estão aqui — eles ganharam capítulo próprio no nosso guia dos astros da Copa 2026.

Lev Yashin: a Aranha Negra

O único goleiro da história a ganhar a Bola de Ouro (1963). Sempre vestido de preto — daí o apelido —, o soviético disputou três Copas (1958–66), revolucionou a posição saindo do gol como ninguém fazia e defendeu, pela carreira, algo próximo de 150 pênaltis. O prêmio de melhor goleiro das Copas levou o nome dele por décadas.

⭐ Frase & momento: “Que segredo? Fumar um cigarro pra acalmar e tomar um gole forte pra tonificar os músculos” — o bom humor soviético. Momento: a defesa de pênalti na semifinal da Euro 1960, a caminho do primeiro título continental da URSS.

Lev Yashin goleiro Aranha Negra — foto 1Lev Yashin goleiro Aranha Negra — foto 2Lev Yashin goleiro Aranha Negra — foto 3Lev Yashin goleiro Aranha Negra — foto 4

Fotos: reprodução Pinterest

Just Fontaine: o recorde intocável

13 gols em UMA única Copa — a de 1958 — é o recorde que nem Ronaldo, nem Klose, nem Mbappé chegaram perto de quebrar. O centroavante francês fez isso em apenas 6 jogos e, detalhe de cinema: com chuteiras emprestadas, porque as dele quebraram na estreia. Uma lesão encerrou sua carreira aos 28.

⭐ Frase & momento: “Marquei 13 e ninguém lembrava de mim — os recordes só viram lenda quando ninguém consegue bater.” Momento: os 4 gols contra a Alemanha na decisão de 3º lugar de 1958 — até hoje a maior exibição individual num só jogo de Copa.

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Garrincha: a alegria do povo

As pernas tortas que a medicina condenou driblaram o mundo: bicampeão em 1958 e 1962, Mané carregou o Brasil sozinho no Chile quando Pelé se lesionou — artilheiro, melhor jogador e campeão. O dado mais absurdo do futebol: o Brasil nunca perdeu um jogo com Pelé e Garrincha em campo juntos.

⭐ Frase & momento: “Combinaram com os russos?” — a pergunta ao técnico que explicava a tática pra vencer a URSS. Momento: a Copa de 1962 inteira, a única vencida por um homem só, jogando pela alegria de driblar.

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Pelé: o Rei — e ponto

O único tricampeão mundial da história (1958, 62, 70): campeão aos 17 com dois gols na final, e líder aos 29 do time de 1970, tratado até hoje como o mais perfeito que já pisou num gramado. São 77 gols em 92 jogos pela Seleção e mais de 1.200 na carreira toda. Rei não se discute; se estuda.

⭐ Frase & momento: “O futebol é a coisa mais importante entre as coisas menos importantes.” Momento: a tabela com Carlos Alberto no quarto gol da final de 1970 — o lance que virou sinônimo de futebol perfeito.

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Eusébio: a Pantera Negra

Nascido em Moçambique, fez de 1966 a Copa de Portugal: artilheiro com 9 gols e autor da virada mais insana da história — Portugal perdia de 3 a 0 da Coreia do Norte nas quartas e Eusébio marcou 4 na virada por 5 a 3. Primeira grande estrela africana do futebol mundial, décadas antes do mundo estar pronto.

⭐ Frase & momento: “Nasci pra jogar futebol como o pássaro nasceu pra voar.” Momento: os 4 gols contra a Coreia do Norte em 25 minutos de fúria — e as lágrimas na despedida da semifinal contra a Inglaterra.

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Bobby Charlton: o cavalheiro de 66

Sobreviveu ao desastre aéreo de Munique em 1958, que matou 8 companheiros do Manchester United — e oito anos depois conduziu a Inglaterra ao único título mundial dela, em 1966, com dois gols na semifinal. Por décadas foi o maior artilheiro da Inglaterra e do United, e a definição inglesa de classe dentro e fora de campo.

⭐ Frase & momento: “O futebol me deu tudo — inclusive a obrigação de honrar quem não voltou.” Momento: os dois mísseis de fora da área na semifinal contra Portugal em 1966, no duelo direto com Eusébio.

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Gerd Müller: Der Bomber

O centroavante mais letal por metro quadrado que já existiu: 10 gols na Copa de 1970, 14 no total — recorde absoluto por 32 anos — e o gol do título de 1974, girando na pequena área como só ele girava. Pela Alemanha: 68 gols em 62 jogos. Média superior a um gol por jogo. Em seleção. Releia.

⭐ Frase & momento: “Se você pensa, já era — o gol é instinto.” Momento: o giro impossível na final de 74 contra a Holanda de Cruyff, o gol que decidiu a Copa e definiu uma carreira inteira em dois toques.

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Beckenbauer: o Kaiser

Inventou uma posição — o líbero — e colecionou o que ninguém mais tem no mesmo currículo: campeão do mundo como capitão (1974) e como treinador (1990). Em 1970, jogou a semifinal do século contra a Itália com o braço deslocado, enfaixado junto ao corpo, porque a Alemanha já tinha feito todas as substituições.

⭐ Frase & momento: “O jogo forte é assustar o adversário com a bola, não com a canela.” Momento: a imagem do braço na tipoia em pleno jogo em 1970 — a foto que define o que é ser capitão.

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Cruyff: o gênio sem taça

A prova de que Copa não mede tudo: nunca foi campeão mundial — o vice de 1974 com a Laranja Mecânica é dele — e ainda assim está em qualquer lista dos cinco maiores da história. Melhor jogador daquela Copa, criou em campo um lance que ganhou seu nome (o giro de Cruyff, patenteado contra a Suécia em 74) e, depois, criou fora de campo o futebol moderno inteiro, do Barcelona de Guardiola pra frente.

⭐ Frase & momento: “Jogar futebol é simples, mas jogar um futebol simples é a coisa mais difícil que existe.” Momento: o giro contra Jan Olsson em 1974 — meio segundo que virou verbete.

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Paolo Rossi: a redenção de 82

Voltou de dois anos de suspensão (o escândalo do Totonero, que ele sempre negou) direto pra Copa de 1982 — e em três jogos reescreveu a própria história: hat-trick que eliminou o Brasil de Zico e Sócrates, dois gols na semifinal, gol na final. Artilheiro, melhor jogador e campeão na mesma Copa, e Bola de Ouro no mesmo ano.

⭐ Frase & momento: “Por dois anos fui o vilão; em três semanas, virei a Itália inteira.” Momento: o 3 a 2 no Sarriá contra o Brasil — o jogo que os brasileiros chamam de Tragédia e os italianos de milagre.

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Maradona: a Copa de um homem só

O México, 1986: a maior atuação individual da história das Copas — 5 gols, 5 assistências e uma Argentina inteira nas costas do camisa 10. No MESMO jogo contra a Inglaterra, cometeu o crime (a Mão de Deus) e a obra-prima (o Gol do Século, driblando meio time) — quatro minutos que resumem o personagem: santo e profano, no mesmo corpo de 1,65m.

⭐ Frase & momento: “La pelota no se mancha” — a bola não se mancha, dita na despedida. Momento: o slalom de 60 metros contra a Inglaterra, eleito o gol do século XX.

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Roberto Baggio: o divino e o pênalti

Il Divin Codino — o rabo de cavalo divino — carregou uma Itália medíocre até a final de 1994 praticamente sozinho: 5 gols no mata-mata, um a um, todos decisivos. E aí o futebol escreveu sua página mais cruel: o pênalti isolado por cima do gol na decisão contra o Brasil. Budista praticante, transformou o erro em filosofia pública sobre fracasso e recomeço.

⭐ Frase & momento: “Só quem tem coragem de bater pode perder um pênalti.” Momento: paradoxalmente, o pênalti de 94 — a imagem dele parado, mãos na cintura, é das fotos mais humanas da história do esporte.

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Romário: o baixinho do tetra

1994 foi dele: 5 gols, prêmio de melhor jogador e o tetra que o Brasil esperava havia 24 anos — construído em área pequena, com a frieza de quem tratava gol como expediente. Mais de 700 gols na carreira (ele jura que mil), e a autoconfiança mais divertida que o futebol brasileiro já produziu.

⭐ Frase & momento: “Deus fez o Romário artilheiro; contra isso não há defesa.” Momento: o gol de cabeça — com 1,67m — contra a Suécia na semifinal de 94, subindo mais alto que zagueiro de 1,90m.

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Zidane: começo e fim em finais

Duas finais de Copa definem a carreira: 1998, dois gols de cabeça que deram à França o primeiro título — e 2006, a Panenka mais fria já batida numa final seguida da cabeçada em Materazzi na última partida da vida dele. Bola de Ouro, tricampeão do prêmio de melhor do mundo e dono do meio-campo mais elegante da era moderna.

⭐ Frase & momento: “A bola sempre soube onde me encontrar.” Momento: o voleio na final da Champions de 2002 e as duas cabeçadas de 98 disputam; a cabeçada de 2006 assombra — gênio não vem sem sombra.

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Ronaldo: o Fenômeno da redenção

A história de superação definitiva das Copas: após a convulsão misteriosa na final de 98 e duas lesões de joelho que quase encerraram sua carreira, voltou em 2002 pra fazer 8 gols — incluindo os dois da final — e o penta. Fechou a carreira com 15 gols em Copas, recorde que durou até 2014, e 62 gols pela Seleção.

⭐ Frase & momento: “Aprendi que ninguém aplaude quem desiste.” Momento: os dois gols em cima de Oliver Kahn na final de 2002 — de quebra, com o corte de cabelo (o “cascão”) mais copiado da história dos Mundiais, que ele depois confessou ter feito só pra desviar a atenção da imprensa sobre a lesão.

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Cafu: o capitão das três finais

O único jogador da história a disputar TRÊS finais de Copa consecutivas (1994, 98 e 2002) — e o recordista de jogos pela Seleção, com mais de 140. Em 2002, ergueu a taça do penta como capitão em cima do pódio gritando o nome do bairro: o lateral incansável que saiu do Jardim Irene testando em 90 minutos o fôlego de dois pulmões e a fé de um país.

⭐ Frase & momento: “100% Jardim Irene” — escrito na camiseta ao levantar a taça. Momento: exatamente esse — o capitão do penta apresentando o troféu ao mundo com o nome da quebrada no peito.

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Ronaldinho: o sorriso que jogava

Campeão em 2002 aos 22 anos, no ataque mais artilheiro da era moderna (os 3 Rs: Ronaldo, Rivaldo e ele). Naquela Copa protagonizou o jogo mais ronaldinhesco possível contra a Inglaterra: assistência genial, gol por cobertura de falta no goleiro Seaman — e expulsão, tudo em 33 minutos. Depois vieram duas Bolas de Ouro e o posto de jogador mais feliz que já existiu.

⭐ Frase & momento: “Eu jogo pra ser feliz — o resto é consequência.” Momento: a falta de 40 metros que matou a Inglaterra em 2002; ele sempre jurou que foi proposital, e a física até hoje pede replay.

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Klose: o recordista silencioso

O maior artilheiro da história das Copas: 16 gols em 4 edições (2002–2014) — constância que nenhuma estrela mais brilhante alcançou. Quebrou o recorde de Ronaldo justamente no 7 a 1 contra o Brasil, pediu desculpas pelo contexto, e fechou 2014 como campeão. O mortal de comemoração e o fair play (devolveu um gol irregular admitindo à arbitragem) completam o retrato.

⭐ Frase & momento: “Recordes passam; caráter fica.” Momento: o 16º gol no Mineirão em 2014 — a noite em que o recorde mudou de dono no jogo mais chocante da história das Copas.

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Iniesta: o gol de uma vida

O meia que fazia o difícil parecer inevitável decidiu a única final de Copa da Espanha: gol no minuto 116 contra a Holanda em 2010 — e por baixo da camisa, a homenagem ao amigo Dani Jarque, falecido meses antes. Melhor jogador daquela final e peça-chave da geração do tiki-taka que dominou o mundo entre 2008 e 2012.

⭐ Frase & momento: “Dani Jarque, siempre con nosotros” — a camiseta mais emocionante da história das finais. Momento: o próprio gol — voleio no ângulo curto após 115 minutos de guerra tática.

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Thomas Müller: o intérprete de espaços

Ele mesmo inventou o nome da própria função: Raumdeuter, o intérprete de espaços. O resultado: 10 gols em Copas — 5 em 2010 (artilheiro e melhor jovem) e 5 em 2014 (campeão), incluindo o primeiro do 7 a 1. Sem drible, sem físico, sem velocidade de elite: só a leitura de jogo mais inteligente da geração, embrulhada no humor mais sarcástico do vestiário alemão.

⭐ Frase & momento: “Não sou rápido, não sou forte, não driblo — só estou sempre no lugar certo.” Momento: o hat-trick contra Portugal na estreia de 2014, o aviso da tempestade alemã que viria.

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Pra acompanhar a história sendo escrita agora: os 10 astros da Copa 2026, a sua área de torcida completa e as camisas mais bonitas do Mundial. A cronologia completa está na história das Copas.

Perguntas frequentes sobre os maiores das Copas

Quem é o maior jogador da história das Copas?

O consenso aponta Pelé — único tricampeão (1958, 62 e 70) — com Maradona como contraponto de quem valoriza a Copa de 1986, vencida praticamente sozinho. A discussão é eterna por design.

Quem é o maior artilheiro da história das Copas?

Miroslav Klose, com 16 gols em quatro edições (2002–2014). Ele superou os 15 de Ronaldo Fenômeno justamente no 7 a 1 contra o Brasil, em 2014.

Qual o recorde de gols em uma única Copa?

Os 13 gols de Just Fontaine em 1958 — em apenas seis jogos. É considerado um dos recordes inquebráveis do esporte: ninguém passou de 8 gols desde então (Mbappé, em 2022).

Por que Messi e Cristiano Ronaldo não estão na lista?

Porque os dois estão em atividade na Copa de 2026 e ganharam análise completa no nosso guia dos astros da Copa 2026 — esta lista celebra os capítulos já encerrados da história.

Algum goleiro está entre os maiores das Copas?

Lev Yashin, a Aranha Negra soviética — único goleiro a vencer a Bola de Ouro (1963). O prêmio de melhor goleiro da Copa leva o nome dele.

Quem foi o único jogador a disputar três finais de Copa?

Cafu, em 1994, 1998 e 2002 — vencendo duas. Ele também é o recordista de jogos pela seleção brasileira.

A história continua sendo escrita

Enquanto isso, o mata-mata de 2026 decide quem entra nesta lista em 20 anos. Prepare a área de torcida.

Se esse assunto te interessa, Astros da Copa 2026 são a continuação natural da leitura.

Jefferson Fonseca

Sobre o autor

114 artigos no Melhor Homem

Criador do Melhor Homem. Escrevo sobre estilo, empreendedorismo e cultura.

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